Pesquisa aponta que 89% das companhias reconhecem que bons resultados estão diretamente ligados à motivação e à felicidade dos colaboradores
Nesta quarta-feira, dia 20 de março, é celebrado o Dia Internacional da Felicidade, data comemorada desde 2013, quando foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas). De modo geral, a felicidade significa mais do que um estado de euforia ou alegria. De acordo com o Ciência da Felicidade, ela é uma construção, feita ao longo da vida, baseada na percepção das emoções positivas que vivemos; na capacidade de gerenciar as emoções negativas e no propósito de vida que temos. Pensando nisso, falar sobre esse sentimento no ambiente corporativo tornou-se um ponto estratégico na gestão de pessoas nas organizações.
De acordo com a pesquisa feita pela Robert Half para entender como empresas e trabalhadores se sentem em relação ao trabalho, 89% das companhias reconhecem que bons resultados estão diretamente ligados à motivação e à felicidade dos colaboradores. Além disso, o estudo aponta que a importância do equilíbrio entre vida pessoal e profissional (62%), igualdade e respeito no ambiente de trabalho (58%) e se sentir orgulhoso da empresa (53%) influencia positivamente no ambiente de trabalho. Contudo, aqueles que estão infelizes assumem que o sentimento gera consequências no dia a dia. Na percepção deles, os principais impactos são falta de motivação (100%), implicações psicológicas (87%) e postura pouco empática com colegas de equipe (58%).
Segundo Denize Savi, especialista em Ciência da Felicidade e Chief Happiness Officer (CHO) da Chilli Beans, maior rede especializada em óculos escuros da América Latina, é imprescindível o olhar das lideranças para a felicidade de suas equipes, criando assim um ambiente com empatia, respeito, relações de qualidade e confiança. “Isso é possível transformando o clima organizacional, desenvolvendo um ambiente com segurança psicológica, abrindo espaço para que os colaboradores sejam eles mesmos, falando o que pensam sem preocupações, sem medo de serem ridicularizados, invalidados ou punidos. Onde eles possam compartilhar suas opiniões e ideias abertamente, mostrar todas as suas habilidades, assumir riscos, admitir falhas, aprender com as falhas, estimular a inovação e terem discussões honestas e abertas”, explica a especialista.
De modo geral, a felicidade no trabalho depende de inúmeros fatores que atravessam questões organizacionais, culturais e gerenciais. Por esse motivo, é fundamental avaliar se na corporação há uma cultura humanizada, apreciação e reconhecimento, comunicação aberta, compartilhamento de metas, oportunidades de crescimento, feedback e outras estratégias. No caso do programa de felicidade desenvolvido pela CHO da Chilli Beans, a consultoria atua ao lado dos setores de crescimento e desenvolvimento da empresa e tem como objetivo melhorar índices de engajamento e produtividade de todo o time e, consequentemente, da empresa como um todo.
Segundo Savi, um dos principais papéis de um Chief Happiness Officer (CHO) é criar conexões sociais para que a cada vez que o trabalhador coloque os pés na empresa, tenha a chance de estabelecer ou fortalecer uma relação de qualidade com alguém. “As pessoas estão cada vez mais buscando trabalhar em um ambiente onde elas encontrem reconhecimento, onde haja respeito, um lugar que as desenvolva não só como profissional, mas também como pessoa. Um lugar aonde elas vão não só para trabalhar, mas também para fazer amigos. Não é surpresa que estudos mostram que quanto mais os trabalhadores ignoram o poder do investimento social, mais prejudicam seu próprio desempenho. Passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho. Precisamos ter bons relacionamentos nesse ambiente”, complementa.
Além de reconhecer a ligação direta entre felicidade e bons resultados, uma equipe de trabalho feliz resulta em diversos benefícios, desde à produtividade até a lealdade à empresa, todas essas ações atreladas às expectativas bem alinhadas entre profissional e companhia, líderes abertos a auxiliar e apoiar os liderados quando necessário, flexibilidade e perspectiva de crescimento. Vale ressaltar que todo trabalho voltado para saúde e bem-estar dos colaboradores devem ser pensados e desenvolvidos a longo prazo, constituído de análise preliminar e diagnóstico, além de ampliar para aplicação de intervenções com validação científica, conversas, palestras, workshops e comunicação interna sobre o tema. Além, é claro, de suporte para questões de saúde mental e criação de uma cartilha de boas práticas.
Sobre Denize Savi – Especialista em Ciência da Felicidade
Instagram: https://www.instagram.com/denizesavi/

Denize Savi é jornalista especializada em Ciência da Felicidade e Felicidade Corporativa; é CHO (Chief Happiness Officer) da Chilli Beans; membro da Associação de Psicologia Positiva da América Latina, coordenadora da ONG Doe Sentimentos Positivos e apresentadora do programa Reviravolta no Youtube.
Enquanto jornalista, Denize atuou como âncora de programas de TV nas afiliadas da Band, Record, TV Cultura e rádio Jovem Pan em Cascavel no Paraná.
Profissional de comunicação versátil, hoje ela desenvolve palestras, workshops, talks e conteúdos nas redes sociais pautados na Ciência da Felicidade e bem-estar. Em 2024 lança seu primeiro livro.






