Especialista analisa fenômeno que viralizou nas redes e explica por que a inteligência artificial está criando uma nova relação emocional entre público e grandes ídolos
Um vídeo criado por inteligência artificial imaginando Neymar disputando a Copa do Mundo de 2030 emocionou milhões de pessoas nas redes sociais nos últimos dias. A montagem mostra diferentes versões do atacante brasileiro em um diálogo sobre a possibilidade de tentar conquistar o tão sonhado título mundial em uma última participação no torneio. A repercussão foi tão grande que o próprio jogador reagiu à publicação com emojis de emoção, ampliando ainda mais o alcance do conteúdo.
Mais do que um vídeo viral, o episódio evidencia uma transformação na forma como o esporte vem sendo consumido na era da inteligência artificial. Ferramentas capazes de criar imagens hiper-realistas, personagens digitais e narrativas cinematográficas estão aproximando tecnologia e emoção de uma maneira inédita, ampliando o envolvimento do público com seus atletas favoritos.
Para Mohamad Rabah, CEO da Multiverso Experience e especialista em experiências imersivas, o sucesso do vídeo mostra que a inteligência artificial já deixou de ser apenas uma ferramenta técnica para se tornar um novo formato de narrativa. “A inteligência artificial consegue transformar uma simples hipótese em uma experiência emocional. O vídeo não viralizou apenas porque ficou bem feito. Ele desperta um sentimento coletivo, mexe com a memória afetiva do torcedor e coloca as pessoas dentro de uma história que poderia acontecer. Esse é o grande diferencial das tecnologias imersivas: elas fazem o público sentir, e não apenas assistir”, afirma.
Segundo Rabah, conteúdos desse tipo representam uma tendência que deve crescer rapidamente nos próximos anos. “As pessoas não querem consumir apenas informação. Elas querem participar da narrativa. A inteligência artificial permite criar cenários que antes existiam apenas na imaginação, aproximando o público dos seus ídolos de uma forma muito mais envolvente. É uma mudança importante na maneira como histórias passam a ser contadas”, explica.
À frente da Multiverso Experience, empresa responsável pelo desenvolvimento de exposições imersivas e projetos que unem tecnologia, arte e entretenimento, Mohamad acompanha de perto essa evolução do mercado. Para ele, a viralização do vídeo também mostra como a emoção continuará sendo o principal ativo da inovação tecnológica.
“Existe uma ideia de que tecnologia e emoção caminham em direções opostas, mas está acontecendo exatamente o contrário. Quanto mais avançam os recursos de inteligência artificial, maior passa a ser a capacidade de criar conexões emocionais. O público se envolve porque consegue imaginar aquela cena acontecendo, e isso gera identificação imediata”, destaca.
Na avaliação do especialista, essa nova forma de produzir conteúdo deverá influenciar não apenas as redes sociais, mas também transmissões esportivas, museus, exposições, ativações de marcas e experiências presenciais. “O esporte sempre foi movido por grandes histórias. Agora, a inteligência artificial amplia as possibilidades dessas narrativas, permitindo que o torcedor explore diferentes perspectivas, reviva momentos históricos ou até visualize futuros possíveis. Estamos entrando em uma fase em que a tecnologia não substitui a emoção; ela potencializa aquilo que sempre tornou o esporte apaixonante”, conclui Rabah.
Confira o vídeo: https://www.instagram.com/reel/DatkO-5pJ29/?igsh=b2ppcms4NXkweHVp






